terça-feira, 4 de março de 2014

BENEFÍCIOS & RISCOS DOS NEUROESTIMULADOR

Cirurgia: O Que Esperar – Implantando o Neuroestimulador

Neurostimulation

Detalhe - Neuroestimulação

Se você e o seu médico decidirem usar um neuroestimulador para tratar sua dor crônica, você precisará de uma cirurgia para implantar o sistema. A cirurgia dura aproximadamente 1 a 3 horas e pode exigir uma breve internação hospitalar. Fale com seu médico sobre os riscos e o tempo de recuperação para esse tipo de cirurgia.

Durante o procedimento cirúrgico, o médico:

  • Faz uma pequena incisão nas suas costas, e coloca os fios (os cabos-eletrodos) que fornecem a estimulação
  • Faz uma segunda incisão e cria uma bolsa de pele para segurar o neuroestimulador (geralmente do abdômen)
  • Conecta os cabos-eletrodos ao neuroestimulador com um pequeno cabo (a extensão), que passa sob a pele (nem todos os sistemas requerem extensões)

Uma vez que os cabos-eletrodos, a extensão e o neuroestimulador estiverem posicionados, o médico fecha as incisões e completa a cirurgia. A duração da sua internação hospitalar variará, dependendo do critério do seu médico e dos procedimentos hospitalares.


segunda-feira, 3 de março de 2014

LIVRE-SE DA DOR

A ciência avança no conhecimento da dor e cria novos remédios e tratamentos que garantem o alívio do sofrimento que atinge 76 milhões de brasileiros

Por GREICE RODRIGUES E MÔNICA TARANTINO


Foto Edu Lopes
www.edulopes.com.br
 O caminho da dor

Qual é a pior dor? Alguns elegem as cólicas dos cálculos renais e as dores do câncer. Outros apostam na dor do parto. “Na verdade, são todas. A dor pior é a que estamos sentindo. E ela precisa ser aliviada”, diz o neurocirurgião Cláudio Corrêa, do Centro de Dor do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, e organizador do 8º Simpósio Internacional da Dor, que será realizado nesta semana em São Paulo. A frase do médico ilustra uma das grandes e recentes mudanças de atitude da medicina – a idéia de que a dor deve ser controlada, independentemente da sua causa, intensidade ou duração.

É uma boa notícia para uma parcela considerável da população. “No Brasil, a dor é a principal queixa em 75% das consultas”, revela o médico e psicoterapeuta João Figueiró, do Centro Multidisciplinar de Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP). Metade busca ajuda para a forma aguda, ligada a trauma ou lesão, por exemplo. Os outros querem amenizar a dor crônica (dura mais de três meses), resultado de muitas causas, entre elas doenças como artrite reumatóide. Cerca de 76 milhões de brasileiros sentem dor e, entre eles, 8% de forma crônica.

Alinhados com o conceito de que é desnecessário sofrer por dor, centros de pesquisa se multiplicam pelo mundo. Eles estão abrindo novas fronteiras de combate à dor. Nesses locais, um dos aspectos que vêm merecendo atenção é a relação do sintoma e as emoções. Um trabalho recémconcluído nessa área de investigação permitiu conhecer aspectos inéditos dessa associação. O neurocirurgião brasileiro Fábio Godinho, do centro de tratamento da dor do Hospital Neurológico de Lyon, na França, registrou as reações de 16 pessoas saudáveis submetidas a estímulos dolorosos e colocadas diante de cenas de dor corporal humana (queimadura, ferimentos) e animal. Os participantes consideraram a dor humana a situação emocional mais desagradável. “Eles tiveram uma percepção de dor mais intensa nessas cenas”, diz Godinho. Ou seja, quanto mais sensações ruins a emoção desperta, pior a dor.

ROGÉRIO ALBUQUERQUE/AG. ISTOÉ
EXERCÍCIO Herman faz Pilates contra dor na coluna

Até pouco tempo atrás, a ciência acreditava que as diferenças na forma de sentir dor estavam relacionadas somente à maior ou menor atividade das áreas cerebrais responsáveis pelo seu processamento. Mas descobertas como a de Godinho mostram que a memória e as emoções lá guardadas têm forte influência nisso. “Lembrando as palavras do escritor Gabriel García Márquez, a vida não é exatamente aquilo que vivemos, mas aquilo que nos lembramos e como nos lembramos”, diz Godinho. Se um indivíduo que sente dor depara com uma situação que evoca sensações desagradáveis, a dor piora. É por isso que os médicos devem identificar como os pacientes lidam emocionalmente com a questão. Se for preciso, uma das maneiras de reformular reações à dor é recorrer à terapia cognitivo-comportamental. Nessa modalidade de terapia psicológica, a pessoa é treinada a mudar de atitude em relação a uma situação.

Os avanços no conhecimento da dor estão permitindo a criação de outros recursos. Um deles é a estimulação eletromagnética transcraniana. O método foi desenvolvido pelo grupo do neurologista Manoel Jacobsen Teixeira, do HC/SP. Ele é aplicado por meio de um dispositivo colocado na parte frontal da cabeça. O aparelho dispara ondas eletromagnéticas para áreas onde a dor está sendo processada, reduzindo- a. O método dá ótimos resultados nas dores da face e do cérebro e está em estudo para dores associadas a tumores.

As descobertas também estão revigorando técnicas como a estimulação cerebral feita com eletrodos. Os artefatos são implantados no cérebro em uma cirurgia e têm por função disparar impulsos elétricos. Essa atividade leva à formação de vias nervosas que inibem os estímulos da dor. O recurso é usado especialmente nos casos de lesões do sistema nervoso central ou periférico e dor de membros amputados. Na última semana, no Hospital Nove de Julho, em São Paulo, foi realizado pela primeira vez no País um implante em uma região até agora pouco visitada do cérebro, o núcleo accumbens, local relacionado com a regulação da emoção, motivação e cognição. “O objetivo foi aliviar as dores de coluna da paciente e criar condições para que ela deixe de usar potentes analgésicos contra os quais desenvolveu tolerância ”, explicou o neurocirurgião Cláudio Corrêa.

MURILLO CONSTANTINO/AG. ISTOÉ
ATIVOS Substâncias do café, do molusco e da pimenta podem ajudar. Gisele estuda veneno da cascavel

Está aí um dos grandes problemas do combate à dor. Alternativas como a morfina, por exemplo, podem gerar resistência do corpo e também preconceito, por parte dos médicos. No Brasil, ela é menos usada do que deveria. “Os médicos desconhecem as indicações. Não sabem, por exemplo, que bombas de infusão ministram quantidades pequenas e por vias que não levam à dependência”, explica o neurocientista Corrêa. Um dos usuários desse sistema é Cristian Selemme, 30 anos, um dos raros casos de fibromialgia em homens. A doença é caracterizada por dores crônicas e difusas. “Fiz muitos tratamentos e a dor não cedia. Optei pela bomba de morfina”, diz. A bomba injeta cerca de 1,5 mg de morfina ao longo do dia diretamente na medula espinhal.

Mais um recurso inovador é o botox. A substância relaxa os músculos, amenizando principalmente dores relacionadas à tensão muscular. A anestesiologista Fabíola Minson, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, recorre ao procedimento para tratar dores lombares, entre outras. “Ele tem efeito mais prolongado do que muitos analgésicos. Dependendo da quantidade e do local, pode durar seis meses antes de ser necessária uma segunda aplicação”, explica. A gerente de vendas Sônia Santos, 38 anos, de São Paulo, há dois meses submeteu-se à técnica. “Venci uma dor na coluna lombar”, afirma ela, que já está disposta para o trabalho depois de um afastamento prolongado.

Na área de fármacos, crescem as pesquisas sobre os benefícios de compostos tirados de animais. Nos EUA e na Europa, está em uso o analgésico Prialt (ziconotide), do laboratório Elan, obtido a partir de toxina do molusco Conus magus.A droga bloqueia os canais de cálcio entre os nervos, impedindo a transmissão dos sinais da dor até o cérebro. Ela tem se mostrado eficiente contra dores muito severas que não respondem a outras drogas. Não há previsão de chegada ao Brasil. Também na Europa circula uma nova apresentação do analgésico hidromorfona, para dores crônicas. Trata-se de uma versão de ação prolongada tomada só uma vez por dia. Entre outras indicações, estão dores oncológicas, osteoartrite e lombar. Outro novo produto é um adesivo para ser colocado sobre a pele nos casos de dor aguda. Ele libera a substância analgésica quando é delicadamente pressionado pelo usuário. Ambos são do laboratório Janssen-Cilag.

FOTOS: MURILLO CONSTANTINO/AG. ISTOÉ
OPÇÕES Sônia (ao lado) usou botox para aliviar dor nas costas. O médico Hong usa as agulhas

Para dores mais amenas, cientistas dinamarqueses apresentaram semanas atrás um estudo sugerindo que um composto extraído das pimentas, a capsaicina, apresenta boa ação analgésica. E há um trabalho da Universidade da Georgia (EUA) indicando que doses moderadas de cafeína, o equivalente a duas xícaras de café, diminuem em até 48% dores que surgem depois de atividade física.

No Brasil, há pelo menos um novo composto muito promissor. É a crotalfina, substância extraída do veneno da cascavel. Pesquisadores do Centro de Dor do Instituto Butantan, em São Paulo, fizeram um modelo sintético da molécula que se tem mostrado cerca de 20 vezes mais potente do que a morfina e parece causar menos efeitos colaterais. “Agora avaliaremos os efeitos colaterais e tóxicos em animais”, diz a bióloga Gisele Picolo.

Também há saídas não medicamentosas, e com eficácia comprovada, como a acupuntura. Na semana passada, uma revisão de 15 estudos feita na Universidade Duke (EUA) mostrou que o uso do método antes e depois de cirurgias de hérnia abdominal reduziu significativamente o nível de dor. “É necessário unir técnicas ocidentais e orientais para aumentar as chances de sucesso”, diz o médico e acupunturista Hong Jin Pai, do HC/SP. Há um ano, ele aplica a técnica para controlar a dor de cabeça e as dores cervicais da enfermeira Izilda Andrade. “Parei de tomar analgésicos”, conta ela.

FOTOS: ANDRÉ PORTO/AG. ISTOÉ
SOLUÇÃO A bomba de morfina (no destaque) é usada por Cristian para acabar com dor da fibromialgia

A prática da atividade física completa o arsenal. Tanto é que as academias começam a oferecer programas para o controle da dor. Entre elas estão a Aquasport e a Cia. do Corpo, em São Paulo. Uma das modalidades oferecidas é o Pilates. Foi com sessões da técnica que o engenheiro Herman Auge, 49 anos, deixou de ser refém das dores provocadas pela escoliose na coluna. “O exercício fortalece, alonga e tonifica. Tomo remédios apenas nas crises, que felizmente são raras”, diz. Apesar de alguns dos tratamentos terem preço elevado – o botox, por exemplo, custa em torno de R$ 1,5 mil –, para quem tem dor, vale a pena tentar.

domingo, 2 de março de 2014

DOR CRÔNICA COMO ME SINTO

SOMENTE A PERSEVERANÇA FARÁ COM QUE CONQUISTEMOS UM ESTÁGIO ESPLENDIDO DE FELICIDADE.

BLOQUEIO NEUROLITICO JA FIZ ESSE

BLOQUEIO NEUROLÍTICO TRANSDISCAL E CONVENCIONAL

São bloqueios utilizados para tratamento da dor refratária dos órgãos internos como pâncreas, fígado, intestinos, órgãos genitais e tumores, que geralmente provocam dor no tórax, abdome, pélvis, períneo e cóccix.

SAIBA COMO É REALIZADO

Neste bloqueio utilizamos o fenol ou o álcool absoluto estéril, estas substâncias, quando em contato com o nervo, são capazes de provocar uma lesão definitiva, com isto bloquear a condução da dor, trazendo alívio para o paciente. O procedimento é feito com anestesia local na pele, uma agulha fina é introduzida até o alvo sob a visão do raio X, o nervo a ser lesado pela Neurólise é anestesiado previamente, em seguida é feita a aplicação de uma dose do fenol em uma concentração variável de acordo com o local da dor. Como veremos a vantagem do bloqueio neurolítico transdiscal em relação ao convencional, é que na maioria das vezes é necessário apenas uma punção pelo meio do disco no nível desejado para se chegar nos nervos dos órgãos internos.

BLOQUEIOS NEUROLÍTICOS SACROCOCCÍGEOS

Estes bloqueios servem para o tratamento de quadros de dor na parte baixa dos órgãos pélvicos, região genital, perianal e cóccix. Várias técnicas guiadas foram desenvolvidas o importante é se fazer um bloqueio teste, em que o paciente sinta uma melhora de mais de 70% da dor, antes de se fazer a injeção do fenol.

BLOQUEIO NEUROLÍTICO CONVENCIONAL

São bloqueios utilizados para tratamento da dor refratária dos órgãos internos como pâncreas, fígado, intestinos, órgãos genitais e tumores, que geralmente provocam dor no tórax, abdome, pélvis, períneo e cóccix. De forma diferente do transdiscal, neste as agulhas são posicionadas sob visão do raio X pelos lados da coluna, sendo necessário a punção dos dois lados para se atingir os nervos da cadeia simpática e autonômica.

RADICULOTOMIA COM RÁDIOFREQUENCIA JÁ FIZ ESTE

RADICULOTOMIA COM RADIOFREQUÊNCIA E DESNERVAÇÃO FACETÁRIA

A dor intensa na coluna, principalmente na região lombar, pode ser provocada por lesão devido a trauma, degeneração, artrose e artrite, da articulação da faceta ou facetária. Esta pequena articulação fica na parte detrás da coluna, e conecta uma vértebra a outra, assim cada nível tem uma de cada lado, sua função é regular os movimentos dos corpos vertebrais entre si. Os movimentos com torção da coluna, com muita sobrecarga, são os que mais promovem o esgarçamento e lesão inflamatória desta articulação, assim causam dor intensa no nível acometido. Desta forma este problema pode causar dor em qualquer nível da coluna: dor lombar, dor dorsal, dor cervical e dor de cabeça intensa, às vezes incapacitante. 



Desta forma a dor refratária proveniente da lesão desta articulação pode ser tratada com o procedimento chamado de desnervação facetária com radiofrequência ou neurotomia com radiofrequência do nervo “alvo”, o nervo medial posterior, responsável pela condução da dor até o sistema nervoso, que é parte da raiz no nível afetado.

COMO A ONDA DE RADIOFREQUÊNCIA ATUA NO TRATAMENTO DA DOR?

O bloqueio da dor pela aplicação direta de ondas de radiofrequência por punção de um nervo tem eficácia comprovada no tratamento da dor da coluna. No procedimento a onda de radiofrequência e formada dentro de um aparelho chamado gerador de radiofrequência, este transmite por um fio elétrico (cabo) a onda até um eletrodo (fio fino) que é colocado dentro de uma agulha especial toda isolada, somente a ponta desencapada, esta chamada ponta ativa é que esquenta o nervo. O aparelho pode ser regulado para temperaturas que podem variar de 42 a 80 graus Celsius, assim o calor produz a lesão no nervo e interrompe a dor. 

Entenda mais:

Materiais: utilizamos agulhas específicas que são revestidas de isolante e somente a ponta é desencapada e capaz de produzir a lesão do nervo que estiver próximo. A agulha é oca e por dentro nós colocamos o eletrodo, que é conectado por cabos ao gerador de radiofrequência.



O PROCEDIMENTO DE RADIOFREQUÊNCIA NA DOR LOMBAR

O objetivo é a aplicação da onda de radiofrequência diretamente no nervo alvo que transmite o estímulo da articulação no nível que o paciente se queixa da dor, por exemplo, na dor lombar é necessário aplicar a radiofreqüência nos ramos lombares. 

No procedimento o paciente fica deitado de costas pra cima, um aparelho de raio X é posicionado e o ponto alvo é marcado, com a visão contínua do raio X é feita a punção e introdução da agulha de radiofrequência, a ponta da agulha é guiada até o ponto alvo , para se ter certeza que está próxima o suficiente do nervo alvo, fazemos teste sensitivo e motor, após se confirmar a boa posição, é feito o bloqueio anestésico para que o paciente não sinta o calor. Em seguida o aparelho gerador é ligado no módulo de lesão. As ondas de radiofrequência aquecem o nervo, na região lombar se usa de 70 a 80 graus Celsius por 90 segundos. Pode ser necessário a lesão em até três níveis para garantir o resultado. Depois do procedimento o paciente pode voltar a todas as atividades habituais, com exceção de carga sobre a coluna, que deve ser evitada por algumas semanas.



DESNERVAÇÃO FACETÁRIA COM RADIOFREQUÊNCIA PARA TRATAMENTO DA DOR LOMBAR


 

DESNERVAÇÃO FACETÁRIA LOMBAR COM RADIOFREQÜÊNCIA DOS NÍVEIS L4-L5 E L5-S1 POSIÇÃO EXATA DAS AGULHAS E ELETRODOS, AO LADO A TOMOGRAFIA AJUDA A ENTENDER O PROCEDIMENTO


 

DESNERVAÇÃO FACETÁRIA COM RADIOFREQÜÊNCIA NA DOR CERVICAL E DO PESCOÇO

 

DESNERVAÇÃO FACETÁRIA COM RADIOFREQÜÊNCIA NA DOR DE CABEÇA E DOR NAS COSTAS

 

DESNERVAÇÃO FACETÁRIA COM RADIOFREQÜÊNCIA NA DOR EM SITUAÇÕES ESPECIAIS

PROCEDIMENTOS INTRA DISCAIS

PROCEDIMENTOS INTRADISCAIS: IDET

ELETROTERMOTERAPIA INTRADISCAL (IDET) NO TRATAMENTO DA DOR LOMBAR

o disco vertebral normal não tem nervos no seu interior portanto não tem sensibilidade dolorosa, ou seja, não dói; no entanto quando ocorre a degeneração discal o deslocamento do núcleo do disco em alguns pacientes, provoca lesões e fissuras na parte externa do disco: o ânulo fibroso, este quadro provocado pela rotura radial das fibras do colágeno, causa dor, inflamação e crescimento de pequenos nervos para dentro do disco. Quadro que pode ser muito doloroso, persistente e refratário: é o que chamamos de dor de origem discal ou dor discogênica.

Quando o paciente apresenta um quadro de dor lombar muito grave com exame de ressonância cofirmando a lesão discal, está indicado o procedimento de anuloplastia, uma das formas efetivas de anuloplastia é procedimento chamado IDET ou eletrotermoterapia intradiscal.

Assim para tratar este quadro é preciso fazer uma lesão nesta região do disco, a aplicação de calor promove a inativação das terminações nervosas e produz o reforço da parte externa do disco na área da rotura com uma cicatriz rica em colágeno. O efeito do tratamento é a melhora da dor e a redução da pressão dentro do disco.

O PROCEDIMENTO

O objetivo neste procedimento é colocar o cateter chamado SpineCath dentro do disco, sua parte que produz calor na posição mais próxima do local da lesão radial do ânulo do disco, para que depois de conectado pelo cabo (fio elétrico) ao gerador se possa realizar a lesão térmica dentro do disco junto do ânulo fibroso lesado.
O procedimento é feito com anestesia local e sedação, o paciente fica deitado de costas pra cima, um aparelho de raio X é posicionado e o ponto alvo é marcado, com a visão contínua do raio X é feita a punção e introdução de uma agulha da pele até dentro do disco do nível que causa a dor, por exemplo L5-S1, a ponta da agulha é guiada até o centro do disco. Em seguida introduzimos por dentro da agulha o SpineCath, um dispositivo especializado flexível semelhante a um catéter, sob a visão do raio X dentro do disco manobramos até posicionarmos de forma que a ponta ativa, de 5cm, que produz calor fique muito próxima, à milímetros, de toda a área lesada do ânulo fibroso. 

IDET: APLICAÇÃO DE CALOR DENTRO DO DISCO NO TRATAMENTO DA DOR LOMBAR

Após o bom posicionamento conectamos o cabo do SpineCath por meio de um fio elétrico a um gerador microprocessado que durante 16 minutos aquece lentamente a ponta ativa, os primeiros 5cm do dispositivo, até uma temperatura de 90 graus Celcius, este calor se difunde alguns milímetros além da área da ponta ativa.



Desta forma provoca lesão das terminação nervosas próximas, redução do volume do disco (encolhe) e uma cicatrização no local com reforço de colágeno fazendo com que o paciente obtenha alívio da dor. O circuito é completamente fechado e estéril. Depois do procedimento o paciente pode voltar a todas as atividades habituais, com exceção de carga sobre a coluna, que deve ser evitada por algumas semanas. Após um bom programa de reabilitação especializado pra Coluna.

BLOQUEIO ANESTÉSICOS GUIADO POR IMAGENS

BLOQUEIOS ANALGÉSICOS GUIADOS POR IMAGEM

BLOQUEIOS GUIADOS POR IMAGEM: ALÍVIO IMEDIATO DA DOR



Bloqueios analgésicos são procedimentos realizados para o alívio imediato da dor. Os bloqueios se tornaram parte importante do tratamento da dor, principalmente porque nos últimos anos foram desenvolvidas varias técnicas guiadas por imagem, simplificando os procedimentos, dando mais segurança e eficiência; resultados científicos apontam que 90% dos pacientes podem apresentar um alívio muito significativo da dor após um bloqueio guiado por imagem, isto aumenta a satisfação do paciente e a aderência ao tratamento, com isto há melhora no resultado de longo prazo.

No CTIDor, logo no primeiro atendimento, o bloqueio da dor pode ser feito com anestesia local na pele. Possuímos um dos mais modernos centro de procedimentos do país, conta com equipamentos e infra-estrutura especializada, em tempo integral, totalmente voltada para o bloqueio da dor; desta forma o paciente pode ter mais segurança e conforto. Podemos assim, de forma rápida, identificar o local da dor e o alvo a ser bloqueado. O paciente pode se livrar da dor na mesma hora, voltar as suas atividades e viver a sua vida, sem ter que ficar sofrendo em emergências de hospitais e internações desnecessárias. 

BLOQUEIO GUIADO POR IMAGEM NA ESTENOSE DO CANAL VERTEBRAL E NA DOR PROVENIENTE DE DOIS OU MAIS NÍVEIS NA COLUNA

Paciente com dor nos membros e na coluna devido a artrose ou estenose do canal podem ter a dor originada de vários níveis, neste caso podemos realizar um bloqueio peridural interlaminar no meio dos níveis acometidos ou o mais próximo possível, assim podemos atingir vários níveis da coluna, há a opção também de se puncionar dois ou mais níveis no mesmo procedimento. 



BLOQUEIOS ANALGÉSICOS SIMPLES GUIADOS POR IMAGEM

No CTIDor indicamos, de imediato, bloqueio guiado por imagem no alvo da dor, principalmente nos casos de dor intensa, incapacitação, falta de resposta com medicação oral ou efeitos colaterais com medicamentos já usados.

BLOQUEIO FORAMINAL NA DOR DA COLUNA: HÉRNIA DE DISCO

Saiba como é realizado

O bloqueio da dor é feito com medicação anestésica e antiinflamatória (corticóide). O anestésico serve para bloquear o nervo que conduz a dor, logo após a injeção se ocorre o alívio da dor sabemos se o alvo está correto, ou seja o alívio é um teste também, após este alívio injetamos uma quantidade de corticóide específico para procedimentos invasivos: sem conservantes ou irritantes, este corticóide sempre é aplicado em doses muito baixas, porque se está diretamente no alvo, com isto os efeitos colaterais são minimizados, ou seja, muito menos do que quando injetado no músculo.



Bloqueio no forame de L5-S1 muito próximo da parte do disco que tem a hérnia neste nível da coluna: o alvo



Bloqueio foraminal para a dor da hérnia da disco e a discopatia nos níveis cervical e dorsal são muito efetivos no tratamento imediato da dor



Bloqueio guiado por imagem para dor proveniente das pequenas articulações facetárias da coluna, estas podem doer devido a artrites e artrose e limitar muito a pessoa nas suas atividades



BLOQUEIO FORAMINAL DEPOIS DA CIRURGIA DA COLUNA

Bloqueio foraminal depois da cirurgia da coluna é uma situação especial, pois pacientes que operam por via convencional a cirurgia aberta de fixação da coluna podem sentir muita dor depois da cirurgia e devem ser tratados com bloqueios guiados por imagem de forma rápida para redução imediata da dor e retorno as atividades.

BLOQUEIO ANALGÉSICO NO TRATAMENTO DA DOR DISCAL E DOR DE CABEÇA

BLOQUEIO GUIADOS POR IMAGEM DOS NERVOS PERIFÉRICOS

Alguns casos de dor intensa, insuportável, podem ser tratados com bloqueio direto sobre o nervo responsável pela condução da dor da região afetada. Os principais casos são: dor de cabeça com o bloqueio do nervo trigêmio e os nervos occipitais, localizados na nuca; dor no ombro bloqueio do nervo supra escapular, dor no tórax bloqueio dos nervos intercostais, dor nos órgãos pélvicos bloqueio do nervo obturador e dor nos órgãos genitais bloqueio do nervo pudendo. Os bloqueios dos nervos periféricos são guiados por imagem de Raios X, também novas técnicas tem sido desenvolvidas, onde utilizamos o bloqueio guiado pela ultrassonografia, com muita eficiência.



Veja a animação do Raio X acima: